quinta-feira, 7 de julho de 2011

Consequências negativas do ‘mobbing’

Estudo publicado no «Psychotherapy and Psychosomatics»

2009-10-27
'Mobbing' reduz habilidade de enfrentar desafios
'Mobbing' reduz habilidade de enfrentar desafios
Um estudo publicado por investigadores de Nápoles (Itália) na recente edição do «Psychotherapy and Psychosomatics» avançou as consequências no eixo que controla a secreção de cortisol em vítimas que sofram de ‘mobbing’ e este tipo de sujeição no local de trabalho tem contribuído para o aumentar doenças do foro psicológico.
O ‘mobbing’ é uma espécie de ‘bullying’ no local de trabalho, ou seja, situações de assédio moral, coacção psicológica e violência emocional, uma severa forma de stress psicológico resultante de comunicações hostis ou actos dirigidos de forma sistemática a um indivíduo, com dificuldades em defender-se.

Sujeitar uma pessoa a violência no local de trabalho pode despoletar reacções de stress, que poderão ter consequências severas para a saúde física e emocional. Este tipo de ansiedade está associado à activação do eixo hipotálamo-pituitário-adrenal (HPA) e existem evidências que essa característica provocada na personalidade podem influenciar a resposta de HPA.

O cortisol é uma hormona corticosteróide produzida pela glândula supra-renal que está relacionada com o stress; aumenta a pressão arterial e o açúcar do sangue, além de suprimir o sistema imunitário.

Para avaliar se a carga de tensão afecta a actividade de HPA e se as características de temperamento e carácter têm um papel determinante que contribuem para intimidar os sujeitos, os níveis de cortisol na saliva diária e as características da personalidade são comparados com pessoas que não sofreram qualquer tipo de bullying.

Vítimas apresentam sinais de inibição <br> comportamental
Vítimas apresentam sinais de inibição
comportamental
Casos de estudo


No estudo foram considerados dez pacientes (seis homens e quatro mulheres) e alguns com dez anos (durante três anos). Dois deles trabalhavam em empresas públicas enquanto que os restantes estavam em companhias privadas.

Os casos de 'bullying' foram analisados de acordo com a definição de Leymann, usando um questionário auto-dirigido e que incluía o inventário de 45 itens no o inventário de 45 item de localque intimidassem o trabalhador, a frequência e duração da intimidação e um auto-relatório de exposição. A duração do período intimidatório variava entre nove a 78 meses.

No final do estudo, as conclusões mostraram que vítimas de ‘mobbing’ são caracterizadas por uma inibição comportamental e social e parecem ser menos habilidosas no que diz respeito a encarar desafios, que podem prejudicar sua capacidade de conseguir enfrentar situações de violência psicológica relacionadas com o trabalho.

Em suma, estes são caracterizados por uma actividade reduzida na tónica do eixo de HPA, que parece estar relacionada à exposição intimidatória crónica no local de trabalho e ao aumento da capacidade de evitar danos.

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